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Viver e conviver
13 de abril de 2015

Atenção: cães trabalhando!

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Durante o serviço, cachorros também precisam manter o foco em suas atividades. Antes de se comunicar, brincar ou mexer neles, é preciso perguntar ao dono se o momento é apropriado
@Boris_cao
Foto: Nando Rodrigues

Cães-guia são irresistíveis: lindos, educados e ainda fazem um importante trabalho social. Não é à toa que ficamos tentados a brincar com eles para demonstrar a admiração que temos por esses heróis de quatro patas.

Porém, é preciso resistir. Afinal, eles têm a enorme responsabilidade de orientar os cegos e não devem ser distraídos, enquanto estão trabalhando.

Ele é um cachorro especial, selecionado por uma série de características, e passou por um longo treinamento. Por isso, ao avistar um cão-guia, não fale com ele, tampouco ofereça petiscos – mesmo com a melhor das intenções, isso pode abalar a parceria entre o cego e o cão.

As raças preferidas são Golden-Retriever, Labrador e Pastor Alemão. Outros cães, inclusive sem linhagem definida, também podem ser treinados, dependendo do temperamento do animal.

O tempo médio de preparação de um cão-guia é de, aproximadamente, dois anos – desde que nasce até ser entregue ao dono. Mas nem todos concluem o treinamento. Segundo a Federação Internacional de

Cães-guia (International Guide Dog Federation), a cada dez animais que iniciam o processo de treinamento, sete não se alcançam o objetivo por conta de problemas físicos ou comportamentais.

É claro que, nos momentos certos, não há problemas em tratar um cão-guia como um bicho de estimação, assim como qualquer outro cachorro. Mas, existe uma “etiqueta” de relacionamento com esses cachorros, que deve ser conhecida e respeitada.

10 dicas de “etiqueta” com cães-guia

1. Treinados para entrar em qualquer local, sem incomodar, os cães-guia têm o direito – garantido pela Lei 11.126 – de ingressar e permanecer com o dono em ambientes e meios de transporte de uso coletivo, sejam públicos ou privados.

2. Ao avistar um cão-guia acompanhando alguém, resista e não brinque com ele, nem mexa, assobie ou estale os dedos. Caso contrário, o cachorro perderá o foco na atividade principal.

3. Sempre se dirija ao dono do animal e, mesmo durante os momentos de descanso do cão, pergunte se o momento é propício para brincar ou se comunicar com ele.

4. Nunca alimente um cão-guia. Guloseimas podem distrai-lo e a comida é parte importante do treinamento.

5. Um cão-guia não lê nem interpreta sinais de trânsito. Ou seja, não adianta buzinar ou acenar para dar passagem, por exemplo, pois isso confunde o animal. Quem decide o momento de uma travessia é o dono.

6. Jamais interfira na comunicação entre o dono e seu cão-guia. Como qualquer outro cachorro, às vezes, o animal se distrai e, para lembra-lo das responsabilidades, os donos são treinados a adverti-lo com a guia e por um determinado comando verbal. Portanto, se presenciar algo assim, não se preocupe!

7. Se você tem cachorro, evite que ele atrapalhe um cão-guia em atividade. Mantenha-o na coleira e, de preferência, distante.

8. Não toque um cego sem avisar. Se você achar que ele e o cão precisam de ajuda, apenas pergunte.

9. Ao orientar um cego com cão-guia, em geral, ele ficará entre você e o cachorro. Seja como for, deixe que o cego decida a melhor maneira de caminharem e, se necessário, ele mesmo pegará em seu braço.

10. Dê preferência ao cego e ao cão-guia na entrada e saída de qualquer local. Caso note algo que possa obstruir a passagem deles, colabore.

Quer saber mais sobre cães-guia?

Instituto Iris

Cão Guia Brasil

Escola de Cães-guia Helen Keller

Projeto Cão-guia de Cegos

Guide Dogs for the Blind

Eye Dog Foundation for the Blind

International Guide Dog Federation

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